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Minicarro Elétrico Europeu Surge como Desafio ao Domínio Chinês no Continente

O mercado de veículos elétricos tem sido dominado por empresas chinesas, mas a Dacia, pertencente ao Grupo Renault, está se preparando para mudar esse cenário. A montadora está desenvolvendo um protótipo de minicarro elétrico com a meta de custar menos de 15 mil euros (aproximadamente R$ 93 mil), oferecendo uma alternativa acessível e competitiva aos modelos de baixo custo importados da China.


O Foco na Redução de Custos de Produção

O protótipo, apelidado de “Hipster Concept”, foca drasticamente na redução de custos de fabricação, sem comprometer a segurança. Segundo a Reuters, o veículo tem apenas três metros de comprimento e pesa menos de 800 kg, sendo ideal para a mobilidade urbana.

Suas especificações de desempenho são modestas, mas adequadas para uso local: ele pode atingir a velocidade máxima de cerca de 90 km/h e possui um alcance de 150 km.

A simplificação do projeto da Dacia é evidente em seus componentes internos, visando o preço final. O minicarro inclui:

  • Assentos de lona
  • Janelas manuais
  • Alças no lugar de maçanetas para abrir as portas
  • O mínimo de recursos eletrônicos

A CEO da Dacia, Katrin Adt, afirma que, apesar das modificações, a segurança dos ocupantes está garantida. Ela descreve o modelo como ideal para uma “mobilidade local, acessível e cotidiana”.


A Dependência da Mudança na Legislação Europeia

A Dacia tem planos ambiciosos de iniciar a produção e venda do minicarro em breve. No entanto, o sucesso do projeto depende de uma decisão regulatória: a União Europeia precisaria criar uma nova categoria de carros pequenos.

As negociações para essa nova classificação já estão em curso. Um possível acordo regulatório poderia incluir a exigência de que esses veículos fossem fabricados em território europeu, o que beneficiaria diretamente a Dacia.

A Dacia justifica seu projeto com um argumento voltado ao consumidor: a marca estima que o preço médio dos carros novos na Europa aumentou 63% entre 2001 e 2020. Diante disso, a empresa defende que o mercado europeu necessita urgentemente de modelos mais acessíveis, um ponto que certamente será levado em consideração pelas autoridades do continente.