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Japão Investe em IA, GPS e Robôs Contra Demência para Conter Crescimento da Doença

Diante de um dos cenários mais críticos de envelhecimento e demência do mundo, o Japão está apostando maciçamente em tecnologia — incluindo IA, GPS e robôs — para conter o impacto social e econômico da doença. O país, onde quase 30% da população tem 65 anos ou mais, viu os desaparecimentos de idosos com demência dobrarem desde 2012, com quase 500 mortes registradas somente no último ano.

O governo japonês projeta que os custos ligados à demência atinjam 14 trilhões de ienes até 2030, tornando o combate à condição uma prioridade máxima de saúde pública.

📍 Monitoramento e Diagnóstico Preciso com Tecnologia

Para lidar com os desaparecimentos, diversas regiões implementaram sistemas baseados em GPS e etiquetas rastreáveis (pulseiras ou presilhas) que emitem alertas quando o idoso ultrapassa uma área de segurança. Em algumas cidades, até funcionários de lojas de conveniência são mobilizados, recebendo notificações em tempo real para formar uma rede de apoio na busca.

No diagnóstico precoce, a Fujitsu desenvolveu o aiGait, um sistema que usa Inteligência Artificial para analisar a postura e os padrões de caminhada. A tecnologia identifica sinais iniciais de demência, como passos arrastados ou lentidão ao se levantar, gerando modelos de movimento que ajudam os médicos no monitoramento de rotina.

🫂 Robótica e Apoio Emocional no Cuidado

A escassez de profissionais tem impulsionado a robótica em lares e instituições japonesas. Pesquisadores da Universidade Waseda trabalham no AIREC, um robô humanoide de 150 kg projetado para auxiliar em tarefas como vestir meias e preparar refeições básicas. A expectativa é que, futuramente, ele assuma cuidados mais complexos (como troca de fraldas).

Outros robôs já estão em uso, complementando o trabalho dos cuidadores ao:

  • Tocar músicas para idosos.
  • Conduzir alongamentos.
  • Monitorar o sono e condições de saúde.

Além da assistência física, há soluções para combater a solidão, como o robô portátil Poketomo, que lembra idosos de tomar medicamentos, informa sobre o clima e mantém conversas simples.

O Fator Humano Continua Insignificante

Apesar da alta tecnologia, especialistas e iniciativas sociais reforçam que a convivência humana permanece insubstituível. Em Tóquio, o “Restaurant of Mistaken Orders” emprega ativamente pessoas com demência, promovendo engajamento e propósito.

O exemplo demonstra que, embora a tecnologia possa aliviar a crise logística e de monitoramento, a interação social e o cuidado humano são essenciais e insubstituíveis para a qualidade de vida das pessoas que vivem com demência.