Faltando aproximadamente cinco anos para o fim de suas operações, a Estação Espacial Internacional (EEI) alcançou um feito inédito em sua história: todas as suas oito portas de acoplamento estão ocupadas simultaneamente. O marco foi anunciado pela NASA, confirmando a plena atividade da plataforma até sua aposentadoria, prevista para o final de 2030.
O complexo orbital, que opera continuamente como laboratório no espaço desde 2000, terá sua vida útil encerrada por motivos de segurança e desgaste de equipamentos. A EEI será desativada em 2030 e terá uma reentrada controlada no Oceano Pacífico em 2031.
Configuração Inédita no Espaço
A ocupação simultânea de todas as oito portas de acoplamento é uma configuração temporária, mas reflete a intensa rotina de revezamento de suprimentos e tripulantes. As naves acopladas atualmente são:
- Duas naves Dragon da SpaceX (uma de carga e uma tripulada).
- Duas Soyuz da Roscosmos (tripuladas).
- Duas Progress da Roscosmos (carga).
- Uma Cygnus XL (reabastecimento).
- Uma HTV-X1 da JAXA (carga).
A última manobra envolvida foi a da Cygnus XL, que precisou ser removida e reacoplada remotamente pelo controle da missão em Houston, utilizando o braço robótico da Estação.
Rotina Intensa até o Fim da Missão
Embora o plano de desativação já esteja traçado – com a EEI operando dois anos além de sua vida útil original –, a rotina de pesquisa e revezamento segue ininterrupta:
- A Expedição 73, atualmente com 10 tripulantes, está focada em pesquisas de biologia e física e se prepara para deixar a Estação no início da próxima semana.
- Três novos membros chegaram recentemente a bordo da nave Soyuz MS-28 e permanecerão até julho de 2026, dedicando-se a estudos sobre os efeitos do espaço na microcirculação.
- A Cygnus XL, que está acoplada, deve permanecer até março de 2026, quando se separará para descartar cerca de 11 mil libras de lixo e queimar na atmosfera terrestre.
O Futuro Após a EEI
Após 2030, a NASA não planeja uma substituição direta da Estação Espacial Internacional. Em vez disso, a agência concentra seus recursos no programa Artemis e na estação Lunar Gateway, focados na exploração da Lua.
No futuro, a órbita baixa da Terra deve ser ocupada por estações desenvolvidas por empresas privadas, como a Haven-1, da Vast, prevista para 2026. Essa estação comercial será significativamente menor (cerca de $45 \text{ m}^3$ de volume pressurizado) do que a EEI (cerca de $900 \text{ m}^3$) e servirá como plataforma de testes e comercial.



